| Que tal conhecer um
pouco da origem dos ritmos que dançamos? Você descobrirá nos textos abaixo um pouco da arte e cultura de vários povos: |
| Flamenco | Dança do Ventre | Dança de Salão |
| Forró | Sapateado | Tai Chi Chuan |
| Ginastica Rítmica Desportiva | Salsa e Rueda de Casino | Country |
| Hip Hop | Ballet Clássico | Jazz |
| Samba-Rock | Zouk | Black Music |
| Pilates |
|
A História do Tango O
Tango nasceu nos fins do século XIX derivado das misturas entre
as formas musicais dos imigrantes italianos e espanhóis, dos crioulos
descendentes dos conquistadores espanhóis que já habitavam
os pampas e de um tipo de batuque dos negros chamado "Candombe".
Há indícios de influência da "Habanera"
cubana e do "Tango Andaluz". O Tango nasceu como expressão
folclórica das populações pobres, oriundas de todas
aquelas origens, que se misturavam nos subúrbios da crescente Buenos
Aires. Fonte:
http://tangobh.tripod.com.br
As
primeiras danças sociais, como eram chamadas as danças em casais, surgiram
no séc. XIV. Eram a base dance (1350-1550) e o pavane (1450-1650), dançadas
exclusivamente por nobres e aristocratas. Nos sécs. XIV e XVII a Inglaterra
foi berço da contradanse, também só dançada pela Corte.
História do Sapateado Muito
se fala sobre a história do sapateado, mas sua origem é
o fato que causa alguns desencontros, justamente por parecer ter originado
de vários lugares. A hipótese mais provável nos leva
ao século V na Irlanda, onde os camponeses que usavam sapatos com
solado de madeira para aquecer os pés, começaram a brincar
com os sons que esse sapato fazia. Criavam diversos ritmos, originando
uma dança conhecida como Irish Jig. O
SAPATEADO NO BRASIL Não
almejamos uma revolução nessa modalidade, apenas amamos
essa arte como se fosse nossa, e creio que seja, pois já é
considerada de domínio público, sem jamais esquecermos sua
essência...Essência americana que a mantém no sangue,
e a cada 25 de maio lembra seus grandes mestres, principalmente aquele
que emprestou o seu aniversário para este marco; Bill Bojangles,
aquele que realmente revolucionou o TAP DANCE. GISELLA
MARTINS
História
do Flamenco
O Flamenco possui origens incertas e enigmáticas, sabe-se no entanto, que nasceu na Baixa Andaluzia (região Sul da Espanha). Recebeu influência do povo andaluz e dos povos que para lá imigraram, como os Moriscos, Judeus, Árabes, Indús e Paquistaneses. Esta fusão de culturas tão diversas, com forte influência da cultura dos “gitanos” (povo cigano nômade), originou as raízes da arte Flamenca. De forma geral, a arte Flamenca possui 3 faces; o “Toque”, o “Cante” e o “Baile”. O “Baile”, no entanto, reúne toda a riqueza da expressão Flamenca, pois integra o “Toque” e o “Cante” a um trabalho rítmico, estético e coreográfico de grande beleza e de profundo sentimento, transformando-o em uma arte de linguagem universal. O Flamenco é a representação e expressão da história, cultura e sentimento de um povo: o Povo Andaluz.
História do Tai Chi Chuan Tai-Chi-Chuan é uma arte marcial chinesa milenar, desenvolvida em antigas milícias camponesas, cuja finalidade principal era o combate.Foi criado na forma como o conhecemos há cerca de 800 anos, baseado em princípios conhecidos na China há 5.000 anos. Seu caráter marcial gradualmente cedeu lugar ao aspecto terapêutico, tornando-se conhecido como “A Arte da Longevidade”, já que há muito tempo o homem vem lutando por uma vida saudável e equilibrada.
Segundo uma lenda, o Tai-Chi-Chuan tem origem da observação, por um monge Taoísta, de um confronto entre uma ave e uma serpente onde esta combatia com extrema agilidade através de seus movimentos curvilíneos, destacando-se a supremacia da flexibilidade sobre a rigidez e a importância da alternância entre o Yin e o Yang, princípios básicos do Tai-Chi-Chuan. Dessa forma a prática do Tai-Chi-Chuan reflete o ideal do sábio, sugerindo o retorno ao princípio natural das coisas, à espontaneidade, ao eterno fluxo do movimento da natureza. Tai-Chi significa a unidade suprema, o princípio que rege tudo, proporcionando a alquimia interior através do trabalho respiratório. O praticante busca harmonizar o universo que é seu próprio corpo, ao mesmo tempo em que se harmoniza com o todo. Os movimentos, sempre circulares, encadeados e ininterruptos, estão ligados à idéia de continuidade, como a própria vida. O trabalho interior da energia e do espírito suplanta a força muscular. Em conseqüência, sua prática contínua reflete calma e bem estar, prevenindo doenças, estresse, tensão nervosa, além de reforçar o sistema imunológico, sendo também indicado para manter a saúde, pois pode ser praticado por qualquer pessoa, de qualquer idade, uma vez que é uma atividade sem impacto e que respeita os limites de cada um.
Tai-Chi-Chuan pode ser considerado
meditação em movimento e os benefícios desta prática
vem sendo cada vez mais pesquisados e comprovados pela comunidade científica.
História da Dança
do Ventre
Mais que uma dança, esta linguagem gestual está associada aos rituais femininos de fertilidade, relacionados aos ciclos da lua e ao sangramento mensal das mulheres, consideradas o elo de ligação do mistério sagrado da vida e da morte. Alguns autores citam a origem desta dança entre 8.000 e 5.000 antes de Cristo. A dança do ventre acima de tudo, tinha um caráter religioso e ritualístico e embora atualmente tenha se perdido parte deste caráter, ainda permanece a essência, onde os movimentos estão ligados a uma série de símbolos como por exemplo o arquétipo da serpente. No antigo Egito a dança do ventre era praticada como forma de reverenciar os Deuses. Na Índia era praticada nos rituais tântricos. As árabes praticavam como entretenimento dos Sultões e em rituais de casamento e fertilidade. A África legou aos movimentos dos quadris uma enorme possibilidade de ritmos, sintonizados com a pulsação que emana da terra. Ainda assim, atuando onde estiver e recebendo a contribuição de várias culturas, o principal fio condutor da dança do ventre continua sendo a celebração da vida através do ventre, matriz do poder máximo da criação e microcosmo do corpo feminino maior, a Terra, nossa grande mãe, que nos alimenta e a partir da qual todos nós somos criados. Dentre tantos, um dos principais movimentos da dança do ventre é o belíssimo movimento da serpente, que pelo desprendimento cíclico de sua pele, símbolizava morte e renascimento em algumas antigas culturas.
Historia do Forró
O baião, por exemplo, era dançado em roda e nasceu no nordeste do Brasil no século XIX. Já o xote, tem sua origem no final do século XIX e é um ritmo de origem européia que surgiu nos salões aristocráticos da época da regência. E por aí, vai. Mas, se são muitas e diferenciadas as influências musicais que deram origem ao forró e se há controvérsias quanto ao surgimento da própria palavra, há um ponto no qual todos concordam: se não fosse Luiz Gonzaga, o forró não teria caído no gosto popular e não seria o sucesso que é hoje. O Velho lua, como era conhecido, foi quem tirou o forró dos guetos nordestinos e apresentou-o para o público das outras regiões do país. Isso aconteceu em 1941 quando ele se inscreveu e venceu um concurso da Rádio Nacional que procurava novos talentos. Mas, antes de tocar no rádio, o Velho Lua amargou uma fase de pouco dinheiro e prestígio, animando a noite em prostíbulos e bares do Rio de Janeiro. No entanto, depois de vencer o preconceito do diretor artístico da rádio, que o proibia até de usar as roupas típicas do caboclo nordestino e que seriam depois sua marca registrada, Luiz Gonzaga, foi aos poucos conquistando o país inteiro com seu forró. Por essas e outras, Luiz Gonzaga ficou conhecido nacionalmente como o Rei do Baião consagrando de norte a sul do país e até no exterior, este ritmo que atualmente esquenta as noites de 9 entre 10 capitais do Brasil. Atualmente, o forró está novamente no auge do sucesso e vem conquistando adeptos entre os jovens e adolescentes de todo país. Esta procura por um ritmo que até pouco tempo, era visto com preconceito, está novamente mudando a cara do forró. Texto extraído do site www.projetoequilibrio.com.br
História da Ginástica Rítmica Desportiva GRD A Ginástica Rítmica Desportiva é um esporte olímpico, composto de movimentos do ballet clássico e da ginástica artística. Executada com os aparelhos: corda, arco, bola, massa e fita, ao som de música, a GRD proporciona à praticante o desenvolvimento da coordenação motora e do ritmo, o cumprimento de regras e o interesse pelo esporte. É uma atividade artística, admirada principalmente pela elegância dos movimentos, expressividade e beleza plástica. As ginastas se apresentam individualmente ou em conjunto, quando demonstram ainda muita flexibilidade e agilidade com os aparelhos. É um espetáculo de arte e dança em um só esporte. A G.R.D. foi introduzida no Brasil na década de 50, na cidade de Rio de Janeiro pela professora búlgara Ilona Peuker, que ministrou cursos de especialização para profissionais da educação. Em 1969, o MEC já promovia os Jogos Escolares Brasileiros, tendo como uma das modalidades competitivas a Ginástica Rítmica. Tais jogos foram fundamentais para a consolidação deste esporte no Brasil, que vem alcançando excelentes resultados nos Jogos Panamericanos e recentemente, nos Jogos Olímpicos.
História do Son, Salsa e Rueda de Casino
Nos
anos 50 em Havana, em grandes salões como o Casino Deportivo e
o Casino de La Playa se dançava o Son e outros ritmos cubanos,
mas também ritmos norte-americanos como o Foxtrot, Rockn
Roll e o Jazz. A influência desses ritmos, principalmente dos seus
movimentos de giros, trouxe uma nova maneira de se dançar o Son,
que passa a ser conhecido como Casino, chamado assim por causa dos lugares
onde nasceu. O Casino se desenvolveu, os passos ficaram mais elaborados,
passando a ser também dançado em roda. Nesta configuração
em roda percebe-se uma influência das contradanças Francesas,
trazidas à Cuba no séc XVII. Nos anos 50 e 60 dá-se
início à febre da Rueda de Casino. Na Rueda os pares se
posicionam em roda e, através do comando do líder executam
combinação de passos, giros e trocas de pares, às
vezes muito rápidos e complicados. O líder
História do Country A
dança country nasceu junto com a música country, em cidades
como Nashville e Santa Fé, no sul dos Estados Unidos, no começo
do século XIX, quando imigrantes da Inglaterra que não encontravam
trabalho nas colônias do nordeste partiam para o oeste em busca
de terra e ouro. Viajavam a cavalo, em grupos, montando acampamento nas
paradas dos trajetos longos e cansativos. Nessas paradas, todos se reuniam
em torno de fogueiras, cantavam e dançavam ao som de violões,
banjos, bandolins e rabecas. O ritmo era mais lento do que o do country
que se ouve nas rádios hoje em dia, e havia uma forte influência
de ritmos sulistas como o blues e o folk. As pessoas inventavam passos
para as músicas, e decoravam pequenas coreografias. Com a colonização
do oeste e do sul dos Estados Unidos, a música e a dança
country cresceram e firmaram suas raízes nos bares das pequenas
cidades, os famosos saloons dos filmes de faroeste.
Na década de 60, proliferou-se uma grande discussão sobre direitos humanos e, nesta ordem dos fatos, os marginalizados da sociedade de Nova York se articularam para fazer valer suas propostas na eliminação das suas inquietações. Assim surgiram grandes líderes negros, como Martin Luther King e Malcom X, e grupos que lutavam pelos direitos humanos como Os Panteras Negras (Black Panthers). Enquanto isso na Jamaica surgiram os ‘Sound Systems’, que eram colocados nas ruas dos guetos jamaicanos para animar bailes. Esses bailes serviam de fundo para o discurso dos ‘Toasters’, autênticos MC’s (Mestres de Cerimônia) que comentavam, com uma espécie de canto falado, assuntos como a violência das favelas de Kingston e a situação política da Jamaica, sem deixar de falar, é claro, de temas como sexo e drogas. No final da década de 60, muitos jovens jamaicanos foram obrigados a emigrar para os Estados Unidos, devido a uma crise econômica e social que se abateu sobre a ilha. E um deles em especial, o DJ jamaicano Kool Herc, introduziu nos bailes da periferia de Nova York a tradição dos ‘Sound Systems’ e do canto falado. Inspirando vários DJ’s (Disc Jóqueis) americanos, entre eles o DJ Grand Master Flash, inventor do scratch, cuja invenção sofisticou o canto falado. Surgiram os MC’s (Mestres de Cerimônia) e os Rappers, que construíam discursos indignados, raivosos, cheios de referências a conflitos raciais e sociais. Eram vozes herdeiras da radicalidade dos Panteras Negras (Black Panthers), que juntando-se a bases sonoras dançantes e efeitos como o scratch criaram o RAP (sigla de Rythm And Poetry, ou Ritmo e Poesia, em português) que eram compostos por uma base musical dançante acompanhado de rimas faladas que seguiam o ritmo. O
Break era uma dança inventada pelos porto-riquenhos, através
da qual expressavam sua insatisfação com a política
e a guerra do Vietnã. Tinha inspiração, entre outras
coisas, em movimentos de artes marciais, como o Kung Fu. O Break se alastrou
junto com as gangues de Nova York, que por volta do final da década
de 60, respondia à opressão social com violência brutal.
Era comum o confronto armado. Por tradição norte-americana
os grupos étnicos não se misturavam, daí tínhamos
gangues de hispânicos e gangues de negros. Cada uma tinha seu código
de grupo, o chamado TAG (assinatura dos grafiteiros), e demarcavam os
territórios com Grafites nos muros dos bairros de Nova York. Contudo
nos momentos de descontração, essas gangues dançavam
o Break. Afrika Bambaataa nasceu e foi criado no Bronx e, quando jovem, fazia parte de uma gangue chamada Black Spades (Espadas Negras, em português), mas viu que as brigas entre as gangues não levariam a lugar nenhum. Muitos dos membros originais da Zulu Nation também faziam parte da Black Spades, que era uma das maiores e mais temidas gangues de Nova York. Bambaataa se utilizou de muitas gravações já existentes de diferentes tipos de música para criar Raps. Usando sons, que iam desde James Brown (o mestre da Soul Music) até o som eletrônico da música “Trans-Europe Express” (da banda européia Kraftwerk), e misturando ao canto falado trazido pelo DJ jamaicano Kool Herc, Bambaataa criou a música “Planet Rock”, que hoje é um clássico. Bambaataa também foi um dos líderes do Movimento Libertem James Brown, criado quando o mestre da Soul Music estava preso e, anos depois, foi o primeiro ‘Hip-Hopper’ a trabalhar com James Brown, gravando “Peace, Love & Unity”. Além
disso, a Zulu Nation organizava palestras chamadas de ‘Infinity
Lessons’(Aulas Infinitas, em bom português), que eram aulas
sobre conhecimentos, prevenção de doenças, matemática,
ciências, economia, entre outras coisas e que serviam para modificar
os pensamentos das gangues. Segundo seu próprio líder, Afrika
Bambaataa, a Zulu Nation apóia o conhecimento, a sabedoria, a compreensão,
a liberdade, a justiça, a igualdade, a paz, a união, o amor,
a diversão, o trabalho, a fé e as maravilhas de Deus. Essa
verdadeira ‘Nação’ também viajou por
todo o mundo para pregar a boa palavra do Hip-Hop, fazendo muitos shows
e arrecadando fundos para campanhas Anti-Apartheid (Anti-Racista) e chegou
a reunir 10.000 membros em todo o mundo. Segundo a Zulu Nation, no espaço
descontraído da rua era, e ainda é, possível manifestar
opiniões e se divertir. Os jovens excluídos, no contato
com seus iguais (o grupo), podiam sentir e vivenciar a rara oportunidade
da livre-expressão através da arte, sem repressão.
LOCKING O Locking surgiu no início dos anos 70, em Los Angeles, Califórnia, criado por Don Campbell que em 72 formou o grupo The Lockers, o primeiro grupo profissional de street dance na história. Claramente se vê no Locking a influência do Funk. Segundo Shabba-Doo (Ozone no filme Break Dance), membro do The Locking, existia um passo de Funk chamado Funky Chicken (algo como Funk da galinha) o que obrigou Don a fazer o primeiro passo do estilo. Muitos passos foram adicionados como: movimentos de braços minucios/s, usando os cotovelos, mãos e dedos, e é claro muito Funk nos pés. O The Lockers se apresentaram muito no programa “soul Train” de uma TV americana, fizeram shows com James Brown, Pariament, Frank Sinatra, Funkadelie, e influenciaram muitos dançarinos pelo mundo. O Locking é a Street Dance mais antiga e mais clássica. É difícil ver por aí, hoje em dia Lockers dançando, já o Breakin e o Poppin são mais comuns. Apesar de Don Campbell ser o criador, outros dançarinos deram sua contribuição para o Lockin, como um cara chamado Scooby-Doo e outros chamados Skeeter Rabbit que criaram passos que levam seus nomes. Em todos os estilos de dança saber o básico é importante, mas no Lockin isso é primordial, pois só assim você entenderá a verdadeira forma desta dança. POPPING Surgiu no início dos anos 70 em uma pequena cidade americana chamada Fresno na Califórnia. Seu criador foi Boogaloo Sam que logo mais formaria um grupo chamo Electric Boogaloo. O Poppin é a evolução de uma dança antiga, o Robot (que era apenas a cópia dos movimentos mecânicos de um robô). Mas o estilo ficou muito mais complexo, pois, não é tão frio como o Robot, tem muito mais energia e se apropria de movimentos de ilusão, mímica, lown (palhaço), desenhos animados e dança indiana, também foi inspirado por passos usados pelo cantor Jame Brown que ele mesmo chamava de Boogaloo (fazendo ondas pelo corpo). Boogaloo Sam, eletrificou o Robot e somou ao Boogaloo de James Brown. Do Poppin também surgiu um passo muito conhecido e usado por Michael Jackson, originalmente Back-Slide (deslizar para trás), pois Moonwalk como foi chamado por Michael, na verdade é quando se desliza para frente. Boogaloo Sam irmão de Poppin Pete que atuou no filme Break Dance, no clipe Beat it de Michael Jackson entre tantos outros, ele também fazia parte do Eletric Boogaloo. Apesar de ser criado em Fresno, muitas cidades da região como Backersfield, Sacramento e Compton, desenvolveram seu estilo e passos próprios no Popping. Isso ajudou a desenvolver a dança mais ainda. E quando chegou até o mundo nos anos 80 já era algo extraordinário. Grandes dançarinos da segunda geração como Boogaloo Shrimp (Turbo no filme Break Dance) e Poppin Taco (filme Break Dance) ficaram conhecidos no mundo inteiro por causa de suas inovações no Poppin. Muitos dançarinos da primeira geração como Poppin Pete, Skeeter Rabbit continuam na ativa até hoje e viajam o mundo passando para as próximas gerações a verdadeira essência do Poppin.
Existem três fundamentos básicos da dança do B.Boy (dançarino): 1.Top
Rock (preparação) é como um passo de Funk estilizado.
Power Move não é um estilo de dança, é uma denominação para estes novos elementos. Por isso não se esqueça, B. Boy (dançarino) é aquele que D A N Ç A no Break (BATIDA) da Musica! POR GISELLA MARTINS
A
história do ballet começou há 500 anos atrás
na Itália. O primeiro ballet registrado aconteceu em 1489, comemorando o casamento do Duque de Milão com Isabel de Árgon. Os ballets da corte possuíam graciosos movimentos de cabeça, braços e tronco em pequenos e delicados movimentos de pernas e pés, estes dificultados pelo vestuário feito com material e ornamentos pesados. Era importante que os membros da corte dançassem bem e, por isso, surgiram os professores de dança que viajavam por vários lugares ensinando danças para todas as ocasiões como: casamento, vitórias em guerra, alianças políticas, etc. Quando a italiana Catarina de Medicis casou com o rei Henrique II e se tornou rainha da França, introduziu esse tipo de espetáculo na corte francesa, com grande sucesso. O mais belo e famoso espetáculo oferecido na corte desses reis foi o "Ballet Cômico da Rainha", em 1581, para celebrar o casamento da irmã de Catarina. Esse ballet durava de 5 a 6 horas e fez com que rainha fosse invejada por todas as outras casas reais européias, além de ter uma grande influência na formação de outros conjuntos de dança em todo o mundo. O ballet tornou-se uma regularidade na corte francesa que cada vez mais o aprimorava em ocasiões especiais, combinando dança com música, canções e poesia e atinge ao auge de sua popularidade quase 100 anos mais tarde através do rei Luiz XIV. Luiz XIV, rei com 5 anos de idade, amava a dança tronou-se um grande bailarino e com 12 anos dançou, pela primeira vez, no ballet da corte. A partir daí tomou parte em vários outros ballets aparecendo como um deus ou alguma outra figura poderosa. Seu
título “REI SOL", vem do triunfante espetáculo
que durou mais de 12 horas. Este
rei fundou em 1661, a Academia Real de Ballet e a Academia real de Música
O professor Pirre Beauchamp, foi quem criou as cinco posições dos pés, que se tornaram a base de todo aprendizado acadêmico do Ballet clássico. A
dança se tornou mais que um passatempo da corte, se tronou uma
profissão Em princípio, todos os bailarinos eram homens, que também faziam os papéis femininos, mas no fim do século XVII, a Escola de Dança passou a formar bailarinas mulheres, que ganharam logo importância, apesar de terem seus movimentos ainda limitados pelos complicados figurinos. Uma das mais famosas bailarinas foi Marie Camargo, que causou sensação por encurtar sua saia, calçar sapatos leves e assim poder saltar e mostrar os passos executados. Com o desenvolvimento da técnica da dança e dos espetáculos profissionais, houve necessidade do ballet encontrar, por ele próprio, uma forma expressiva, verdadeira, ou seja, dar um significado aos movimentos da dança. Assim no final do século XVIII, um movimento liderado por Jean-Georges Noverre, inaugurou o "Ballet de Ação", isto é, a dança passou a ter uma narrativa, que apresentava um enredo e personagens reais, modificando totalmente a forma do Ballet de até então. O Romantismo do século XIX transformou todas as artes, inclusive o ballet, que inaugurou um novo estilo romântico onde aparecem figuras exóticas e etéreas se contrapondo aos heróis e heroínas, personagens reais apresentados nos ballets anteriores. Esse movimento é inaugurado pela bailarina Marie Taglioni, portadora do tipo físico ideal ao romantismo, para quem foi criado o ballet "A Sílfide", que mostra uma grande preocupação com imagens sobrenaturais, sombras, espíritos, bruxas, fadas e mitos misteriosos: tomando o aspecto de um sonho, encantava a todos, principalmente pela representação da bailarina que se movia no palco com inacreditável agilidade na ponta dos pés, dando a ilusão de que saía do chão. Foi "A Sífilde" o romantismo o primeiro grande ballet romântico que iniciou o trabalho nos sapatos de ponta. Outro ballet romântico, "Giselle", que consagrou a bailarina Carlota Grisi, foi a mais pura expressão de período romântico, além de representar o maior de todos os testes para a bailarina até os dias de hoje. O período Romântico na Dança, após algum tempo, empobreceu-se na Europa, ocasionando o declínio do ballet. Isso, porém, não aconteceu na Rússia, graças ao entusiástico patrocínio do Czar. As companhias do ballet Imperial em Moscou e São Petersburgo (hoje Leningrado), foram reconhecidas por suas soberbas produções e muitos bailarinos e coreógrafos franceses foram trabalhar com eles. O francês, Mauris Petipa, fez uma viagem à Rússia em 1847, pretendendo um passeio rápido, mas também se tornou coreógrafo chefe e ficou lá para sempre. Sob sua influência, o centro mundial da dança transferiu-se de Paris para São Petersburgo. Durante sua estada na Rússia, Petipa coreografou célebres ballets, todos muito longos (alguns tinha 5 ou 6 atos) reveladores dos maiores talentos de uma companhia. Cada ballet continha danças importantes para o Corpo de Baile, variações brilhantes para os bailarinos principais e um grande pas-de-deux para primeira bailarina e seu partner. Petipa sempre trabalhou os compositores e foi Tchaicowsky que ele criou três dos mais Importantes ballets do mundo: a "Bela Adormecida", o "Quebra-Nozes" e o "Lago dos Cisnes". O sucesso de Petipa não foi eterno. No final do século ele foi considerado ultrapassado e mais uma vez o ballet entrou em decadência. Chegara o momento para outra linha revolucionária, desta vez por conta do russo Serge Diaghilev, editor de uma revista de artes que, junto com amigos artistas estava cheio de idéias novas pronto para colocá-las em prática. São Petersburgo, porém não estava pronta para mudanças e ele se decidiu por Paris, onde começou por organizar uma exposição de pintores russos, que foi um grande sucesso. Depois promoveu os músicos russos, a ópera russa e finalmente em 1909 o ballet russo. Diaghilev trouxe para a audiência francesa os melhores bailarinos das Companhias Imperiais, como Ana Pavlova, Tamara Karsaviana e Vaslav Nijinsky e três grandes ballets sob direção de um jovem brilhante coreógrafo Michel Fokine, a quem a crítica francesa fez os melhores comentários. Os russos foram convidados a voltar ao seu país em 1911e Diaghilev formou sua própria Companhia, o "Ballet Russo", começando uma nova era no ballet. Nos dezoito anos seguintes, até a morte de Diaghilev, em 1929, o Ballet Russo encantou platéias na Europa e América, devendo a sua popularidade à capacidade do seu criador em descobrir talentos novos, fragmentando-se depois por todo o mundo. Na sua longa história, o ballet tomou muitas direções diferentes e, por ser uma arte muita viva, ainda continua em mutação. Mas, apesar das novas danças e das tendências, futuras existe e existirá sempre um palco e uma grande audiência para os trabalhos tradicionais e imortais. FONTE:
corpoedanca.com.br O Jazz é um ritmo que nasceu diretamente da cultura negra. No início, nas viagens dos navios negreiros da África para os Estados Unidos, os negros que não morriam de doenças eram obrigados a dançar para manterem a saúde. As danças tradicionais dos senhores brancos eram as polcas, as valsas e as quadrilhas, e os negros os imitavam para ridiculariza-los, mas dançavam de acordo com a visão que tinham da cultura européia, e misturando um pouco com as danças que conheciam. Dessa forma, surgiu a dança que era uma mistura da imitação dos ritmos europeus com os costumes naturais dos negros. Em 1740, os tambores foram proibidos no sul dos Estados Unidos para evitar insurreições (revoltas) dos negros. Assim, para executar suas danças, eles foram obrigados a improvisar com outras formas de som, como palmas, sapateados, e o banjo. Mais uma vez, a dança dos negros dava um salto, aproximando ainda mais com o que conhecemos atualmente. No início deste século, as danças afro-americanas começaram a entrar para os salões, e a sofrer novas influências: do can-can e do charleston, principalmente. Logo, essa dança que se pode até chamar de "mista", tomou conta dos palcos e da Broadway, se transformando na conhecida comédia musical. A comédia musical, por sua vez, não é nada mais que o segundo nome dado à dança mais conhecida como jazz. FONTE:
centroartisticodedanca.com.br O que é e de onde veio o "Samba-Rock" Como falta literatura específica sobre o assunto, a fonte mais fascinante sobre a história do Samba Rock são os depoimentos de quem viveu e vive dentro do ritmo, como os Djs e produtores dos bailes que mantiveram a música e a dança sempre vivas. Muitos defendem a seguinte definição: samba-rock é um estilo de se dançar. Essa definição explica muito bem o balaio de músicas de características muito diferentes, que são apropriadas no baile como samba-rock. Dança-se praticamente da mesma forma o balanço "Rational Culture", do Tim Maia, como os partidos do Grupo Favela ou Aniceto do Império, ou então hits de Rita Pavone, ou então um swing da orquestra de Perez Prado. No final dos anos 50, os mais pobres ficavam de fora dos bailes das grandes orquestras. Criaram-se os Bailes com música mecânica, onde surgiram os primeiros DJs. Nestes bailes "democráticos" desenvolveu-se um estilo de dançar baseado nos rodopios do twist americano, mas este estilo de dança passou a ser utilizado para se dançar o swing, o R&B e outros estilos. A começo e meio da década de 60 são marcados pela coexistência do "samba" pós bossa nova, configurado pelo samba-jazz, o fino da bossa, a bossa americanizada de Sergio Mendes, e da jovem guarda de Roberto e Erasmo Carlos. No meio desse caldo surge o mulato Jorge Ben, com um samba meio misturado, uma levada diferente de violão. O próprio Jorge chegou a denominar samba com maracatu...na verdade, era um samba misturado com rock. Dos primeiros discos com arranjos samba-jazz de Meirelles e Luis Eça, chega ao namoro com a Jovem Guarda no disco "O Bidu", e nos discos "Jorge Ben - 1969" e "Força Bruta - 1970", acompanhado pelo Trio Mocotó, seu violão encontra a levada de percussão que mais caracteriza o que iriam chamar de samba-rock: A cuíca, o pandeiro e a timba na levada do samba, mas acentuando rockeiramente o "dois e o quatro". O nome "samba-rock” foi dito pela primeira vez por Jackson do Pandeiro, na música Chiclete com Banana, de Gordurinha. Jorge Ben nunca o empregou, mas o Trio Mocotó utiliza o termo até hoje, com muito orgulho. O tremendão Erasmo Carlos também contribuiu para o estilo, marcando presença com os clássicos "Mané João" e "Coqueiro Verde", imortalizada para sempre como samba-rock pelo Trio Mocotó. O samba-rock passou a década de 80 e 90 praticamente fora da mídia. Tivemos sim, o estrondo de Tim Maia "Só Quero Amar" e de Jorge Benjor "W Brasil", mas uma febre de vendas mais ligada aos dois artistas do que a um estilo ou movimento. Mas, o samba-rock nunca desapareceu e esteve sempre firme e forte nos bailes black e bailes "nostalgia", de equipes de som tradicionais como Chic Show, Mistura Fina, Musicália, Os Carlos e várias outras. Virou 2000 e o samba-rock voltou a ser admirado nos circuitos "descolados", universitários, entrou em trilha de programa da MTV, começou a voltar às festas "chiques" e para a mídia em geral. Por quê? Temos muitas e nenhuma explicação. É um balaio que envolve muita coisa: Os Djs europeus descobrindo Ed Lincoln como base para fazer Techno, o Rap utilizando clássicos black e samba-rock em suas bases e o revival dos anos 70 na moda e no design. Mas o fato é que o Brasil está enxergando toda a riqueza musical e alto astral deste que não sabemos ao certo se chamamos de estilo, de movimento, de dança, de música: O samba-rock. Sai dançando!!!
Hoje
em dia dançamos um estilo sensual de música que nos acostumamos
a chamar de zouk e aprendemos que ele é um “parente”
da lambada, ou como já ouvi muitas vezes, o chamamos de lambada
francesa. Por Mari Spaziani
Nos
anos 60 a música negra tornou-se conhecida quando os cantos religiosos
gospel começaram a ser divulgadas nas rádios, passando a
ser conhecidas como Soul (alma). Com o seu desenvolvimento alguns
cantores começaram a se destacar como Cheryl Lynn, One Way, Anita
Becker e o famoso James Brown. Este, com seu estilo único de tocar
guitarra acelerou o ritmo do Soul, surgindo o Soul ritmado mais conhecido
como Funk Soul. Das rádios, o Funk foi para os
bailes e assim começaram a ser desenvolver as danças, em
suas várias versões. Funk
Soul: Flash
Back Charm R&B PILATES: HISTÓRIA DO MÉTODO E SEU CRIADOR
É um método de condicionamento físico que integra o corpo e a mente, ampliando a capacidade de movimentos, aumentando a flexibilidades, a força, o equilíbrio e a consciência corporal.
Joseph Pilates nasceu em 1880 na Alemanha . Foi uma criança fragilizada por doenças como raquitismo, febre reumática e asma. Diante desses problemas de saúde resolveu dedicar-se a esportes como ginástica, esqui, boxe e luta romana para adquirir força muscular e corpo saudável. Aos 14 anos já exibia boa forma e até passava como modelo para desenhos anatômicos, mas ao mesmo tempo em que se exercitava o jovem Pilates passou a se interessar pela fisiologia humana. Estudou diversas formas de exercício tanto ocidentais como orientais. Através da combinação de todas essas práticas de exercícios formou-se o método Pilates.
Em 1926 Pilates chega aos EUA, onde abre um estúdio de fitness, instalando-se no mesmo prédio do New York City Ballet. O método Pilates acabou atraindo bailarinos e dançarinos que complementavam seu treinamento e condicionamento.
Joseph Pilates estava
muito a frente de seu tempo, definindo seu método como a “completa
integração entre corpo, mente e espírito”.
Joseph Pilates morreu, aos 87 anos, em 1967 intoxicado devido a um incêndio
em seu estúdio. |
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